segunda-feira, 23 de abril de 2007

Quem é o craque?

Os campeonatos Estaduais estão chegando em sua reta final e um deles merece destaque. Quem acompanha o campeonato paulista viu esse fim de semana um dos favoritos cair de quatro pelas semifinais da competição. O todo poderoso São Paulo, campeão brasileiro de 2006, não resistiu a forte marcação e aos contra-ataques fulminantes do São Caetano, equipe rebaixada no mesmo campeonato brasileiro, e foi goleado em pleno Morumbi. Na outra partida, deu a lógica. Debaixo de uma chuvarada o Santos apenas empatou com o Bragantino em 0 a 0 - pela segunda vez - e graças ao regulamento vai disputar as finais contra o São Caetano. Uma semelhança entre as duas partidas. Ontem, no jogo entre Santos e Bragantino faltou um atacante mais ou menos para resolver para o lado do Braga. Como todos que acompanham o Paulistão sabem, a equipe de Bragança terminou a competição com a melhor defesa. Destaque para o bom goleiro Felipe, que demonstrou segurança, boa colocação e mostrou que, quando precisa, sabe fazer belas e importantes defesas. Mas o Bragantino pecou no ataque. O Santos fez um péssima partida, não parecia nem de longe a equipe que atropelava qualquer um que passava pela frente. Mesmo assim, o Braga não conseguiu uma vitória por falta de um atacante matador. Um atacante que soubesse finalizar um pouco melhor, tiraria o favorito absoluto da final. Mas não tem como cobrar. Sabemos das dificuldades da equipe que quase fechou as portas anos atrás. E ainda assim conseguiu ficar de de pé, montou um time para disputar um campeonato com equipes tradicionais como Corinthians, Palmeiras, Ponte Preta, com salários de R$ 3 mil em média, colocou o time na semifinal e deu sufoco na melhor equipe do Brasil na atualidade. Cobrar não, devemos parabenizar. Já no jogo de sábado, entre Tricolor x Azulão, os donos da casa perderam por vários motivos - zaga com a cabeça na lua, ataque pouco eficiente. Mas o grande problema do São Paulo é ter o goleiro como craque: Rogério Ceni que dispensa apresentações. Ele tem que ser usado como diferencial e não como marketing da equipe ou o salvador da pátria. O craque do time num serve só para vender camisa, mas para resolver o problema em um jogo. E no sábado, como que o Rogério resolveria a parada para o Tricolor? Por favor, não entendam como um desmerecimento ao atleta. Com os números, títulos e a carreira que ele tem, bobo quem tentar fazer algo parecido. Rogério é o melhor goleiro do Brasil, pela técnica e pelo diferencial de bater faltas e pênaltis muito melhor que vários atacante pelo mundo. Qualquer dia essas habilidades serão pré-requisito para os goleiros graças a ele. Mas a questão é: quem resolveu a lavada que o São Caetano estava dando no São Paulo durante o jogo? Ninguém! Se bobear, nem candidato a herói tinha: Aloísio? É o pivosão! Leandro? Segura a bola como ninguém! Hugo? Ele jogou? Souza? Deve ter tropeçado na língua! Ilsinho? O menino é lateral, gente! devagar com ele! Josué? Pelo amor de Deus, além de carregar o piano ainda tem que fazer gol? O trio de zagueiros? Não conseguiram nem fazer a parte deles! Ah tá, o novo Mineiro, Richarlyson? Desculpe, mas aí é forçar a barra... E sobrou para quem? Rogério Ceni? Como? O coitado teve que tentar fazer milagre por conta das besteiras da zaga e ainda tinha que fazer gol? Mas como, se nem falta os jogadores de frente conseguiam sofrer? É um grande problema. O São Paulo precisa de mais jogadores que chamem a responsabilidade. Precisa ter um time coeso, como o Campeão da Libertadores e Mundial de 2005. Senão, vai ser decepção atrás de decepção. E atenção: Libertadores tá aí e o Tricolor não classificou ainda não, hein? A torcida do São Paulo quer títulos e deve cobrar. A competição sul-americana passou de meta para obrigação! Para finalizar, uma imagem enviada pelo santista Mauro Russo, através de seu filho, Fábio Russo, também santista. Falar o quê? Sem mais...

2 comentários:

Rafael Kerubas disse...

Acredito que finalmente chegou a hora do São Paulo sair do salto e lembrar que um time se faz com 11 jogadores e não apenas com um goleiro de meia idade. Assim como o fantástico exército de Leônidas, formado por 299 mais ele, o qual liderou até o fim nas batalhas pelas Termópilas. Claro que não desmereço o SP, mas acreditar em apenas um homem é como pedir pra Jesus Cristo voltar vestido de Bozo. E agora já foi, parafraseando a nobre frase dita por mães espartanas aos filhos que íam para o combate: "Meu São Paulo, volta com teu escudo, ou em cima dele".

felipe vidal disse...

ficar comentando campeonato paulista... daqui a pouco vai virar crítico de sertanejo e axé também. hehehehe. brincadeiras à parte, faltou falar com GALO, do desempenho do Uberaba no módulo II. Salve Minas Gerais, porra!

ps.: abraços e parabéns pela iniciativa de criar o blog. vou ajustar melhor meu tempo e quero montar um pra eu poder postar também.